terça-feira, 31 de março de 2009

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008


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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

LITERALIBRAS na USP



A apresentação do projeto LITERALIBRAS, realizada no "VII Seminário de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa- A diversidade linguística na escola", foi mais um marco para o projeto de Itanhaém.

Criado na CMTECE, pela coordenadora Maria Cecília Tecedor, ele tende a atingir um público maior, como resultado dessa participação com tantos outros que versaram sobre aspectos do ensino e a aprendizagem de língua portuguesa em contextos diferenciados.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O dia do surdo




O literalibras realizou seu encontro desta semana no dia do surdo, quando foi possível partilhar momentos de literatura na lingua dos sinais.

Histórico sobre a data

No dia 26 de setembro, comemora-se o Dia Nacional do Surdo. A data marca a luta histórica da comunidade surda por melhores condições de vida, trabalho, educação, saúde, dignidade e cidadania e foi escolhida em referência à criação da primeira escola para surdos no Brasil, o Instituto dos Surdos-Mudos do Rio de Janeiro, inaugurado em 26 de setembro de 1857. Entre as recentes conquistas de inclusão social alcançadas pela comunidade surda, destaca-se a oficialização no Brasil, em 2002, da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como meio de comunicação para os surdos e a sua inclusão, em 2005, como disciplina curricular nos cursos de formação de professores em nível médio e superior e nos cursos de fonoaudiologia.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Participação virtual

Helinho, que assina a postagem abaixo, é filho da nossa colega Izabel, funcionária dedicada da Biblioteca Municipal Paulo Bomfim.
Ele acaba de inaugurar a nova modalidade da sexta literária , o Literalibras Virtual, com o envio de sua participação para publicação.
Todos os que desejarem aderir, contribuindo dessa forma, podem fazer contato pelo e-mail, ciclo2ita@yahoo.com.br







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Bilinguismo e interação




O grupo do LITERALIBRAS continua conquistando novos adeptos. No último encontro, ouvintes e não ouvintes confraternizaram-se no espaço da CMTECE mergulhando no mundo da literatura.

sábado, 6 de setembro de 2008

Lágrimas ecológicas




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A sensibilidade a flor da pele de Sérgio Marcondes o levou às lágrimas, no Literalibras desta primeira sexta literária de setembro, ao ler o texto de Saga da Amazônia de Vital Farias, aqui apresentado na canção original.



Era uma vez na Amazônia a mais bonita floresta
mata verde, céu azul, a mais imensa floresta
no fundo d'água as Iaras, caboclo lendas e mágoas
e os rios puxando as águas

Papagaios, periquitos, cuidavam de suas cores
os peixes singrando os rios, curumins cheios de amores
sorria o jurupari, uirapuru, seu porvir
era: fauna, flora, frutos e flores

Toda mata tem caipora para a mata vigiar
veio caipora de fora para a mata definhar
e trouxe dragão-de-ferro, prá comer muita madeira
e trouxe em estilo gigante, prá acabar com a capoeira

Fizeram logo o projeto sem ninguém testemunhar
prá o dragão cortar madeira e toda mata derrubar:
se a floresta meu amigo, tivesse pé prá andar
eu garanto, meu amigo, com o perigo não tinha ficado lá

O que se corta em segundos gasta tempo prá vingar
e o fruto que dá no cacho prá gente se alimentar?
depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar
igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar

Mas o dragão continua a floresta devorar
e quem habita essa mata, prá onde vai se mudar???
corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá
tartaruga: pé ligeiro, corre-corre tribo dos Kamaiura

No lugar que havia mata, hoje há perseguição
grileiro mata posseiro só prá lhe roubar seu chão
castanheiro, seringueiro já viraram até peão
afora os que já morreram como ave-de-arribação
Zé de Nata tá de prova, naquele lugar tem cova
gente enterrada no chão:

Pos mataram índio que matou grileiro que matou posseiro
disse um castanheiro para um seringueiro que um estrangeiro
roubou seu lugar

Foi então que um violeiro chegando na região
ficou tão penalizado que escreveu essa canção
e talvez, desesperado com tanta devastação
pegou a primeira estrada, sem rumo, sem direção
com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa
dentro do seu coração

Aqui termina essa história para gente de valor
prá gente que tem memória, muita crença, muito amor
prá defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta
era uma vez uma floresta na Linha do Equador...

Letra de Vital Farias